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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

A Bivó não acredita no Pai Natal

A Bivó faz parte da nossa vida, mês sim, mês não lá vem ela com o seu sorriso iluminar os nossos dias.
A Bivó tem o cabelo grisalho mais lindo que já vi, e as mais mirabolantes histórias. Desde pequenina que as oiço, com um sorriso e é-me impossível não soltar uma gargalhadas com as parvoíces que ainda lhe saem disparadas.

A Bivó é uma alegria para o meu Rei, que quando a vê chegar, não evita o sorriso, e durante horas conversam os dois. Conta-lhe tudo o que fez durante o mês em que ela não esteve, mostra-lhe os brinquedos novos e sorri, com o olhar e ela, ela retribui-lhe esse mesmo olhar.

A Bivó, no auge dos seus 72 anos, é dona de uma jovialidade de meter inveja. Solta gargalhadas sonoras, morde-nos as bochechas quando nos beija e dá abraços com o sabor mais doce que existe.

A Bivó tem uma paciência enorme, é uma verdadeira criança do lado do meu Rei.

A Bivó tem a mania que é crescida, e no auge dos seus 72 anos, diz que não acredita no Pai Natal, a tonta. Por isso nós decidimos levá-la connosco para que visse com os seus próprios olhos que o Pai Natal existe sim! E este que lhe mostrámos é bem grande!!

A Bivó tem agora mais uma grande história para juntar a todas aquelas que nos conta, o dia em que se fez magia, o dia em que conheceu o Pai Natal, e em que, uma vez mais, foi tão feliz.

A Bivó, nunca será a Bivó para o Pequeno rei, é a Avó Nina dele, a mesma Avó Nina que sempre foi minha, a avó Nina que ele deseja com muita força, ver andar.





















segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

É Natal! É Natal! É Natal! [Na magia do Natal]

Depois da magia da noite anterior, os relógios voltaram a badalar a um ritmo alucinante, e a hora de despertar apareceu de rompante. O Pequeno Rei acordou ainda na excitação do dia anterior...

Ainda na esperança que  o Pai Natal voltasse, se era Natal tudo poderia acontecer...

O Natal é o aniversário do menino Jesus, expliquei-lhe calmamente enquanto brincava com os presentes que o velhote de barbas brancas lhe tinha trazido.

A magia voltou a acontecer, quando me sentei com ele no chão. Senti o mundo parar de rodar. O peso nas costas desapareceu, o coração encheu-se e a minha alma se renovou. Esqueci o mundo, esqueci a sala desarrumada, esqueci tudo. O tempo é agora e nem tudo deve esperar por logo, para o logo fica o resto porque o agora apenas ao meu rei pertencia.

Brincámos os dois... parecíamos dois tolos... mentira, eu parecia tola, ele não, era apenas criança. E é tão bom ser criança, que todos o deveríamos ser, ou tentar ser, pelo menos um bocadinho, ou sempre. colocar em todo que fazemos a simplicidade de uma criança e éramos nós tão mais felizes.

Brincámos e não deixámos o relógio andar. pelo menos não queríamos que ele andasse. E ali naquele tempo, no "agora" que aproveitar tive mais uma prenda de Natal, um coração recheado de amor e um Pequeno Rei com um sorriso enorme que não o largava.


Para agradecer ao gorducho, decidimos ir visitar a min-versão dele, que aqui tão perto temos, e aproveitar o dia de Natal, com mais um cheirinho a Natal.

O Pequeno Rei adorou uma vez mais, encantou-se com o céu colorido, com as ruas cheias de cor. Isto sim é alegria!! Vê-lo sorrir e soltar gargalhadas apenas porque lhe apetece.

"Parabéns menino Jesus e obrigada por mais um dia maravilhoso que nos proporcionas-te!"


















sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

"Pai Nataaaaaal" [A magia do Natal2016]


A ansiedade era imensa...

Teve de esperar um ano inteirinho por este dia...
E se durante esse ano o tempo não passava, neste dia tudo piorou...

O relógio começou a funcionar mal, parecia meio pateta, sempre que dava um saltinho para a frente, dava logo dois para trás... assim não dá relógio maluco, sempre a aldrabar.. ainda por cima num dia tão mágico, teve de endoidecer.

Lá girámos e girámos... trocámos pilhas, demos corda e nada de funcionar em condições. A magia estava pelo ar e pelos vistos até os relógios foram atingidos.

Os ponteiros pesados giravam lentamente, não se queriam apressar. Eu, adorei essa marotice, também não queria que o tempo passasse, pelo menos, não com a velocidade doida a que anda todos os dias. Queria apenas aproveitar cada segundo cada momento, e o relógio molengão estava a fazer-me a vontade, quem sabe se não foi a mando do Pai Natal, maroto, uma prenda para mim "Tempo", tempo para olhar para o meu Rei.

Ao ritmo dos ponteiros pesados, iniciámos a nossa tradição, mãos na massa e de coração fizemos os nossos docinhos. O cheirinho doce pela cozinha lá fez os ponteiros se apressarem, enquanto dançavam ao som das nossas desafinadas musicas.

O Pequeno Rei ansiava a chegada do Pai Natal.

Soltou sorrisos, gargalhadas... volta e meia lá gritava para as escadas, chamando o Senhor gorducho das barbas brancas. Mas os ponteiros voltaram a tramar-nos, os marotos, e ofereceram-me a mim uma vez mais, "Tempo", tempo para olhar o meu Rei, tempo para o ouvir, tempo para o aproveitar.

Mas mesmo com ponteiros pesados, não tanto eu gostaria, o tempo passou e a hora mágica chegou...

"Pai Nataaaaaaaaaaaaal"

"Pai Nataaaaaaaaaaaaaaal"

"Pai Nataaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaalllllll"

Gritou-se a plenos pulmões.. não fosse o velhote estar mais surdo desde o ano passado.. e eis...

"Oh!Oh!Oh!"

O som mágico ecoou pelas escadas abaixo.. e derrepente uma majestosa e mágica figura surgiu... Com o seu habitual traje vermelho, uma enorme barba da cor da neve e uma barriga enorme (ai esses doces Pai Natal)... o Pai Natal....

Os olhos do Pequeno Rei brilharam, e a magia do seu olhar atingiu-me em cheio no coração. Pedi uma vez mais, que os ponteiros se tornassem novamente pesados.. Pedi uma vez mais que o tempo parasse e aquele momento durasse uma eternidade.

O Pequeno Rei delirou com cada movimento, cada palavra, cada palermice. Ficou encantado com o Pai Natal e com a magia daquele momento.

Oferecemos-lhe bolachinhas para o caminho e um copo de leite. Agradeceu com um sorriso e lá voou ele escadas acima, para ir visitar os outros meninos.

Os relógios voltaram a funcionar e o tempo passou a fugir.

Até para o ano, Pai Natal... até lá, espero que vás dando um pouco da tua magia aos relógios, para que às vezes os ponteiros pesem e o tempo passe mais devagar.